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9 de junho: Dia nacional da imunização

9 de junho: Dia nacional da imunização

No dia 9 de junho é comemorado do Dia Nacional da Imunização. Essa data serve para enaltecer os avanços relacionados às vacinas e alertar sobre a importância de manter a vacinação de crianças, jovens e adultos em dia, a fim de prevenir e erradicar doenças infecciosas.

A imunização é considerada a segunda maior conquista de saúde pública que mais contribuiu para o aumento da expectativa de vida das pessoas no mundo, ficando atrás apenas da ampliação da oferta de água potável. Graças a ela, indivíduos adquiriram resistência, ou seja, imunidade, contra diversas doenças infecciosas, como a varíola, poliomielite, difteria, sarampo.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), órgão responsável pela administração do Calendário Nacional de Vacinação, fornece ações de imunização gratuitamente desde 1973, disponibilizando todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 1977, o primeiro Calendário Nacional de Vacinação trazia como obrigatórias quatro vacinas no primeiro ano de vida: a Bacilo Calmette Guerin (BCG), contra tuberculose; a vacina oral poliomielite (VOP); a vacina Difteria, Tétano e Coqueluche (DTP); e a vacina contra sarampo. Atualmente, a indicação de vacinação foi ampliada e o Brasil possui sete vacinas infantis: meningite, tuberculose, hepatite A, pneumonia, difteria, tétano, coqueluche (pentavalente), Sarampo, Caxumba e Rubéola (tríplice viral), rotavírus e poliomielite.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm – muitas foram as conquistas das campanhas de imunização para o:

  • Mundo – erradicação da varíola; quase erradicação da poliomielite; queda de 73% na mortalidade por sarampo; prevenção de 35% a 63% dos casos de diarreia severa por rotavírus nos países com altas taxas de mortalidade pela doença, dois anos após a implantação da vacina monovalente; e de 41% a 57% dois anos após a implantação da vacina pentavalente; redução da mortalidade por gripe nos períodos epidêmicos; proteção contra a raiva nos precocemente vacinados após acidentes de risco.
  • Américas – Eliminação da rubéola, da síndrome da rubéola congênita e do tétano materno e neonatal; eliminação do sarampo entre 2016 e 2018 (doença retornou após queda continuada nas coberturas vacinais).
  • Brasil – Eliminação da febre amarela urbana no Brasil; controle da difteria, febre tifoide e meningite tuberculosa; queda expressiva das meningites bacterianas, especialmente as causadas por haemophilus influenzae B e meningococo C.

Em 2020, em função da pandemia de COVID-19, está ocorrendo uma baixa procura por vacinas no Brasil. Devido a esse fato, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), irá disponibilizar uma cartilha sobre a vacinação na pandemia, indicando a profissionais da área de saúde como conscientizar a população a manter a cartela de vacinação atualizada, seguindo os cuidados necessários à higiene e ao distanciamento social.

Um exemplo da necessidade de vacinação, mesmo diante da pandemia, é o aumento nos casos de sarampo. Segundo dados do Ministério da Saúde, até 11 de abril, já haviam surgido 2805 confirmações da doença, com uma forte tendência a avançar. A única forma de evitar a doença é com a vacinação, que só entra em ação efetiva após duas doses: a primeira dose é feita com a tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda pode ser feita pela tetra viral, que protege também contra varicela.

Assim, em tempos de pandemia, é de suma importância enfrentar o COVID-19 sem ampliar doenças já erradicadas. Toda a população tem que fazer sua parte e manter a rotina de vacinação para evitar o risco de surtos e, consequentemente, a superlotação de leitos de hospitais com doenças evitáveis. A prevenção ainda é o melhor remédio.

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